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É possível se preparar para a longevidade com qualidade?

No livro “A Revolução da Longevidade”, a jornalista Valéria Martins convida a uma reflexão: como venho lidando com o envelhecimento até agora? Quantos anos pretendo ainda viver e como? Atualmente, cada vez mais pessoas chegam aos 100 anos e pesquisas garantem que, nas próximas décadas, o número de idosos irá suplantar o de jovens no planeta.

Com um texto bem humorado e repleto de informações, a autora propõe um passeio sobre temas diversos como: arejar nossas ideias sobre novas maneiras de conviver, ficar só e bem consigo mesmo, preservar amizades e relações familiares, namorar, casar e fazer sexo na maturidade, cuidar com carinho do nosso corpo, mente e espírito, nos preparar de maneira racional e sadia para quando “a indesejada das gentes chegar”.

Valéria Martins respondeu a 3 perguntas formuladas pela SBGG-RJ:

  1. O que a motivou a escrever o livro?
    Foi um desafio do editor Antonio Cestaro. A editora Alaúde tem um braço de ficção literária, a Tordesilhas Livros, mas seu forte são os livros de saúde, comportamento, desenvolvimento pessoal. Ele me disse: “Tem um livro que ninguém nunca escreveu. Se você escrever, eu publico: ‘envelhecer é uma m…'” Eu disse, OK, desafio aceito. Mas, à medida que entrevistava médicos e especialistas, fui entendendo que a Revolução da Longevidade já estava em curso. Muitos deles, no avançar da idade, se encontravam no apogeu da carreira. O Dr. Alexandre Kalache, autoridade mundial no assunto, foi um dos que disse: “Se o título for esse, não colaboro com o seu livro”. Aí mudou tudo.
  1. No espírito mais leve do livro: se um gênio da lâmpada conceder a uma pessoa 3 desejos relativos à longevidade com qualidade, o que ela deve pedir?
    1) Que ela possa desenvolver e/ou aprofundar a resiliência – muito importante.
    2) Que mantenha acesa dentro dela a chama da Alegria – essência da Vida.
    3) Que possa desenvolver e/ou aprofundar a sabedoria para encarar com relativa tranquilidade a passagem lá na frente.
  1. No livro, você discorre também sobre uma experiência familiar com uma instituição de longa permanência. Quais os caminhos para reduzir o preconceito com essa modalidade de moradia para pessoas idosas?
    Tem que conhecer esses lugares. Visitar. Conversar com os idosos que moram neles e com os familiares deles. Conversar com os profissionais, atendentes que trabalham lá. Meter a mão na massa. Informação é tudo.
    E uma vez que o idoso se mude para um deles, ir vê-lo pelo menos uma vez por semana. Em época de pandemia não é permitido, mas não pode abandonar lá e ligar de vez em quando.

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