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Fórum dos Conselhos
Pré-Congresso GERIATRIO 2011

Relatório

Na 5ª feira, dia 20 de outubro de 2011, das 9h às 12h, na sala 4 do Hotel Windsor Barra, foi selada a parceria das entidades SBGG/RJ e ANG/RJ, com o apoio da SBGG Nacional, na organização e efetivação do Fórum dos Conselhos de Classe do Rio de Janeiro. 

Os organizadores desta “CHAMADA” foram os Assistentes Sociais: Serafim Paz (Presidente da ANG/RJ), Maria Angélica Sanchez (Presidente da Gerontologia - SBGG/RJ) e Eliane Blessman (Presidente da Gerontologia – SBGG Nacional). Como objetivo para a convocação, apontou-se para a necessidade dos profissionais que estão envolvidos com o tema do envelhecimento, se aliarem à causa dos direitos da pessoa idosa, tanto através do perfil sócio-político, como científico-cultural, fortalecendo a formação em Gerontologia para cada especificidade, assim como possibilitando a maior participação da sociedade como um todo, na expectativa de qualidade de vida para a Terceira Idade. 

O encontro foi dividido em três momentos:
I) cada representante de associação ou conselho profissional apresentou o que sua instituição tem movimentado em relação à Gerontologia:
II) os participantes (em torno de 30 profissionais), foram agrupados em três conjuntos, para discutirem possíveis diretrizes;
III) um relator de cada grupo, destacou aos presentes, uma síntese do que seria proveitoso conquistar em relação às parcerias SBGG/RJ e ANG/RJ, e referidos Conselhos de Classe.

  • APRESENTAÇÕES
  • Representante da Odontologia

Cirurgiã-Dentista Nedi Soledade M. Rocha (Vice-Presidente ABORJ)

A Odontogeriatra percorreu sobre a história de reconhecimento da especialidade pelo Conselho de Odontologia, em 2002. Colocou a necessidade de se trabalhar com equipe interdisciplinar, quando se prioriza o atendimento ao idoso. E deu como exemplo, um trabalho no Centro de Odontologia da ABO que, será referência no atendimento em Odontogeriatria.

Queixou-se do desinteresse de Odontólogos, em não se especializarem para o trabalho com idosos.

  • Representante da Psicologia

Psicóloga Carla Silva Barbosa (Vice-Presidente do Conselho de Psicologia RJ)

Aqui conceitos de Saúde Mental, código de ética, envelhecimento ativo, e relatos de que o Conselho de Psicologia está em fase de mapeamento, tanto no RJ, como em âmbito nacional, do trabalho de Psicólogos junto aos idosos.

  • Representante da Enfermagem

Enfermeira Ângela Alvarez (Associação Brasileira de Enfermagem)

Apresentação com conteúdo marcante, mostrou que o Departamento de Enfermagem Gerontológica – DEGER/ABEN, criado em 2009, surgiu através da construção da interdisciplinaridade e do olhar da integralidade que a Gerontologia exige. Sua composição tem 1 representante da Diretoria ABEN-Nacional, mais 5 Enfermeiros (de diferentes regiões do país).

Ainda exibiu a força da Enfermagem Gerontológica da ABEN, pelo percurso das Jornadas de Geriatria e Gerontologia (desde 1996), o cunho científico-cultural, os cursos de aperfeiçoamento e treinamento na capacitação para o cuidados de idosos e a consolidação do título de especialista.

No ano que a ABEN comemora 85 anos - 2011, aconteceu o I Encontro de Enfermagem Gerontológica, no Rio de Janeiro.

Ao final, foi divulgada a IX Jornada: “A interface do cuidado de Enfermagem e a atenção ao idoso”

  • Representante da Fonoaudiologia

Fonoaudióloga Maria Aparecida Pio de Abreu
Conselheira do CREFONO 1 – Coordenadora da Campanha do Envelhecimento do CREFONO 1

Explicou o objetivo da Campanha Sócio-educativa “Envelhecimento Ativo – construindo envelhecimento saudável”, que acontece há 5 anos, e conta com a participação tanto de profissionais, como da comunidade. Em 2011 foram 78 núcleos, dentre hospitais, postos de saúde, associações, praias, shoppings, etc.

No ano em que a Fonoaudiologia completa 30 anos de regulamentação, o CREFONO 1 faz uma parceria com a mídia, e destaca o conceito de qualidade de vida, na Terceira Idade.

Representante do CREFONO 1, também no Conselho Nacional de Saúde, a Fonoaudiologia leva a questão do envelhecimento, para os espaços democráticos de discussão, solicitando atenção integral ao idoso, pela política de humanização.

Dessa forma, o CREFONO 1, também deseja que, fonoaudiólogos se motivem a abraçar a causa do envelhecimento.

  • Representante da Fisioterapia e Terapia Ocupacional

Terapeuta Ocupacional Omar Luis Rocha da Silva (Vice-Presidente do CREFITO 2)

Fez uma análise sobre o ponto de partida da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, através da Reabilitação. Trouxe a lógica do SUS, com a inserção do idoso no seu território, onde deve receber atendimento de acordo com sua demanda.

Pontuou o CREFITO 2 na Comissão intersetorial de atendimento ao idoso, fazendo uma análise diferente da ótica da doença, considerando a clínica e o atendimento especializado à pessoa idosa.

  • Representante da Nutrição

Nutricionista Claudia Regina Fernandes (Conselheira do CRN 4 / RJ e ES e Membro da Comissão de Segurança Alimentar)

Chamou a atenção para a parceria estabelecida entre o Instituto de Nutrição da UFRJ e CRN 4 numa revisão de atribuição dos profissionais e parâmetros no atendimento aos idosos, após o Censo do IBGE, no ano 2000, fortalecendo um espaço para a categoria.

Destacou a montagem de equipes multiprofissionais, na SES/RJ, no atendimento aos idosos. E as articulações políticas da AN, apoiando a Classe para trabalho na área da Saúde Coletiva.

  • Representante da Educação Física

Profissional de Educação Física Jorge Steinheber (Presidente do Conselho Federal de Educação Física)

Na expectativa de quebrar paradigmas, o Profissional de Educação Física, teve sua regulamentação em 1998 (há 13 anos apenas), apesar de existir o curso superior (enquanto escola), desde 1936. Com a mudança de concepção, e o destaque ao envelhecimento ativo no Brasil, o Profissional de Educação Física, deixou de ser agente de saúde, e passou a atuar na prevenção de doenças, na qualidade de vida das pessoas – tendo como campo de trabalho as escolas, ou qualquer espaço da área da saúde.

Sendo assim, o Conselho de Educação Física, se diz à disposição para parcerias, com interesse em construir políticas públicas, e de caminhar para especialidades.

  • COORDENADORES DO FÓRUM AGRUPARAM PROFISSIONAIS
  • Síntese do A.S. Serafim Paz sobre as apresentações:
  • Interdisciplinaridade
  • Troca de saberes
  • Políticas públicas / Política Nacional do Idoso e Estatuto do Idoso
  • Qualidade de vida
  • Intersetorialidade
  • Saúde, educação, assistência
  • Intergeracionalidade
  • De acordo com aproximação da área de atuação:

b.1) Fisioterapia e Profissional de Educação Física

b.2) Enfermagem, Odontologia, Fonoaudiologia, Nutrição

b.3) Serviço Social, Psicologia, Direito

  • CONCLUSÃO DOS GRUPOS DE TRABALHO

Grupo b.1)

  • Câmaras Técnicas dos Conselhos e SBGG/RJ e ANG/RJ, em parceria;
  • Reuniões entre Conselhos e entidades para se afinar o vocabulário;
  • Apoio das entidades à Formação em Gerontologia;
  • Link entre as entidades e os Conselhos (nos respectivos sites);
  • Presença das entidades nos eventos, com tema na área do envelhecimento.

Grupo b.2)

  • Aproximação das entidades ANG/RJ e SBGG/RJ junto à Vigilância Sanitária – instrumentalizar a assistência ao idoso;
  • Apoio à Especialização – sensibilizar profissionais e gestores para a Formação em Gerontologia;
  • Atuação da Promoção da Saúde, pelo conceito SUS;
  • Encontro científico-cultural de Saúde Oral;
  • Encontros sistemáticos junto aos Conselhos, na visão da interdisciplinaridade.

Grupo b.3)

  • Destaque para atuação política em parceria com a mídia;
  • Integrar profissionais;
  • Material de divulgação para educação do idoso, quanto aos seus direitos;
  • Desde a graduação, motivar discentes para o mercado de trabalho com idosos;
  • Atuar junto à Secretaria de Educação, para inclusão do tema do envelhecimento, desde o ensino fundamental;
  • Informar à sociedade sobre políticas públicas no atendimento ao idoso;
  • Fórum permanente junto à OAB;
  • Cumpra-se o Estatuto do Idoso;

ENCERRAMENTO

Com a integração ANG/RJ e SBGG/RJ surgiu um convite à plateia, para a interdisciplinaridade, intersetorialidade, intergeracionalidade que a Gerontologia comporta.

As entidades pretendem se fazer presentes nos espaços referentes à pessoa idosa, procurando garantir direitos que constam nas leis, provocando o movimento de aproximação do povo.

Nos 20 anos da ANG/RJ o lançamento no GERIATRIO 2011, da edição especial da Revista GerAção.

Aconteceu a divulgação do Debate em dia, com abordagens nas universidades, sobre a temática do envelhecimento e o Fórum permanente que acontecerá, trimestralmente.

Para Maio 2012, a publicação do produto deste encontro, no Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia.

Como palavras finais, a Presidente da Gerontologia SBGG Nacional, pediu que a Profa. Célia Caldas (por ser integrante da Comissão que avalia os Cursos de Gerontologia cadastrados pela SBGG), explicasse aos participantes do Fórum, a importância das pessoas ficarem atentas à qualidade dos cursos de gerontologia como um fator fundamental para a formação profissional. A Profa. Célia falou sobre os critérios de avaliação que a SBGG lança mão para avaliar os cursos por ela cadastrados.

 

 

 

 



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